JÚRI OFICIAL

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL

Melhor curta-metragem:

BALADA DE UM BATRÁQUIO | LEONOR TELES (PORTUGAL)

Utilizando elementos fabulares e relativos à memória que culminam em uma intervenção social revigorante. A jovem cineasta encara de frente a histórica xenofobia europeia, buscando estabelecer uma possibilidade de combate, convocando as novas gerações a ir contra o status de preconceitos ainda predominantes na sociedade. Pela contundente proposta e inventiva construção de uma narrativa ao mesmo tempo bem humorada e vigorosa, simples e sofisticada, o júri do 18º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte elege Balada de um Baltráquio, de Leonor Teles, como melhor filme da competitiva internacional.

Menções Honrosas:

UZU | GASPAR KUENTZ (JAPÃO)

Imponência das imagens e domínio na direção. Gaspard Kuentz revela um ritual/batalha. Pela força da fotografia, bem como pelo rigor e impacto do trabalho de som e montagem, capaz de abrir espaço para respiração em meio ao caos, o júri atribui uma menção honrosa a UZU de Gaspar Kuentz.

ELLE PIS SON CHAR| LOIC DARSES (CANADÁ)

A revisão de um passado traumático, equilibrando perspectivas ora cruas, ora poéticas, proporciona uma viagem intensa rumo às memórias de uma viagem intensa rumo às memórias de uma vida marcada e o desejo de superação de uma mulher. O filho assume as imagens e as narrativas da mãe, construindo um pungente documento sobre as possibilidades de beleza em meio à dor. Assim, o júri também escolhe para receber a menção honrosa o curta Elle Pis Son Char, de Loic Darses.


MOSTRA COMPETITIVA BRASIL

Melhores curta-metragens:

VENTANIA | IGOR CÂMARA (CEARÁ)

NA MISSÃO, COM KADU | AIANO BEMFICA, KADU FREITAS E PEDRO MAIA (PERNAMBUCO E MINAS GERAIS)

O júri da mostra competitiva nacional do 18º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte decidiu premiar duas obras (que vão dividir o prêmio) que trazem propostas audiovisuais com perspectivas e estratégias muito distintas e, ao mesmo tempo, semelhantes em suas potências e intensidades. Ventania por construir um potente e sutil com junto de imagens silenciosas que ativam o fora de campo nos fazendo indagar o que são essas imagens e o que as une. Já Na Missão, com Kadu se constitui de um documento fundamental que traz a intensidade dos obscuros processos políticos que vivemos hoje em dia.


MOSTRA COMPETITIVA MINAS

Melhor curta-metragem:

EXPERIMENTO COTIDIANO Nº1 | YUJI KODATO

Pela sensibilidade da captação e estruturação do cotidiano e sua coerência conceitual. O filme se destaca pela bela composição dos ritmos visuais e sonoros e na sua montagem criativa com um potente critério formal. O diretor Yuji Kodato relaiza uma obra singular, exercendo, com êxito, todas as funções do filme.


JURI POPULAR

Melhor curta-metragem:

NA MISSÃO, COM KADU | AIANO BEMFICA, KADU FREITAS E PEDRO MAIA (PERNAMBUCO E MINAS GERAIS)