Debate

Cinema, engajamento e invenção de formas

 

“Um certo preconceito (bastante útil quando se trata de recusar-se a levar em consideração uma obra) diz que o cinema engajado, tomado nas urgências materiais da história, mantém-se indiferente a questões estéticas. Esta é uma concepção da ambição formal pateticamente decorativa, uma vez que, ao contrário, o cinema de intervenção existe apenas na medida em que levanta questões cinematográficas fundamentais: por que fazer uma imagem, que imagem e como? Com quem e para quem? Contra que outras imagens ela se confronta? Por que? Ou, posto de outro jeito, que história queremos?”

 

A formulação de Nicole Brenez (via Amaranta César, em seu texto essencial  “Que lugar para a militância no cinema brasileiro contemporâneo? Interpelação, visibilidade e reconhecimento”) nos serve de inspiração e ponto de partida para pensar a relação entre engajamento político e as formas no cinema, nas perspectivas entrelaçadas de pesquisa, curadoria, ensino e produção.

 

Convidados: Amaranta César, Marcelo Pedroso e Sérgio Péo

Mediação: Vinícius Andrade

05/10,  21h

Cine Humberto Mauro

 

Amaranta Cesar é professora e pesquisadora de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. É Doutora em Estudos Cinematográficos pela Universidade de Paris 3 – Sorbonne Nouvelle. Idealizou e é curadora do CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira.

Marcelo Pedroso é realizador audiovisual. Dirigiu os longas-metragens Por trás da linha de escudos, Brasil S/A e Pacific. Educador e pesquisador em audiovisual, desenvolve atualmente um doutorado no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco.

Sérgio Péo (Belém-Pará, 1947) Cineasta e arquiteto com autoria de filmes curtas que permeiam questões políticas, sociais e urbanas. Nas décadas de 70 e 80 obteve importantes premiações nos festivais nacionais como: Gramado, Brasília, Jornada de Cinema da Bahia, Rio Cine Festival e internacionais: Festival de Havana e Oberhausen. Foi idealizador e presidente da primeira Cooperativa de Realizadores Cinematográficos/Corcina.

Vinícius Andrade é doutorando em Comunicação Social pela UFMG, membro do grupo de pesquisa “Poéticas da Experiência”, e mestre em Comunicação Social pela UFPE. Curador do Cineclube Sorpasso, integra os coletivos Coque Vive (PE) e Ocupação Cinematográfica Elizabeth Teixeira (MG).